OUFF, 10 ans déjà?
Mais, oui ...
Da chegada naquele setembro 2007, me lembro de ter esperado em vao pelo taxi pré contratado, de ter perdido uma mala e de chegar com mais livros que podia ler.
Dez anos, cinco cidades.
CINCO CIDADES!!!
Isso é ser *nômade*? Quase, eu acho kkkk
CARAMBA!!
2007 = Montréal, Petite-Patrie
Muitos dos que imigram pra Québec começam a vida em Montréal, nao fiz diferente.
Eu aluguei um quarto, no chamado co-locaçao. A sorte-mor, o dono da casa passava os invernos na Costa Rica e eu tinha a casa todinha pra mim :-)
2008 = Montréal, Nouveau-Rosemont
pausa de summer-job em Punta Cana, na volta fui morar com o namorido, ainda em Montréal. Sempre perto do metrô e sem precisar de carro, um pouquinho afastada do centro e do meu trabalho (era PAB na época!).
2009 = Montréal, Centre-Ville
Dai o namorido vendeu a casa dele, né? Entao fomos morar num prédio, pertinho da Main, pertinho de tudo, de 3 estaçoes de metrô e no coraçao da cidade. Ia a pé ao trabalho, dez minutinhos. :-) E usava Bixi de vez em quando.
2010 = Témiscaming (a cidade é tao pequena que nao dividem em bairros, mas "antes" ou "depois" da ponte!)
Primeira experiência em cidade minuscula, e que delicia que foi! Mas, cidade pequena nao tem trabalho sobrando, la vamos nos voltar pra cidade grande. 3 minutos de carro até o trabalho, ou 15 a pé (mas com montanha no caminho, pernas fortes kkk). Aprendi a jogar curling em Témis.
2011 = Montréal, Verdun (Île des Soeurs)
Longe do trabalho, 45 min de carro, eca ... mas ... que vista linda! Tivemos que comprar um carro para nossa aventura em Abitibi-Témsicamingue, entao morar longe de metrô nao era tao grave assim (bom, exceto quando os 45 minutos se transformavam em 90, dai a paciência ia pro saco!). Conheci uma IPS e decidi embarcar nessa aventura (a louca).
2012 = Québec, Montcalm
Estudar, estudar, vamos estudar! O mestrado rendeu varias paginas nesse blog, nosso primeiro endereço em Québec foi num apê super charmoso, de arquitetura bem esquisita, pertinho da area turistica. A moradora ia para a França num doutorado sanduiche, e eu aceitei a opçao de "atvlez ter a casa por dois anos" = no fim, ela voltou e tivemos so por um ano mesmo, hora de procurar outro local para morar!
2013 = Québec, Sainte-Foy
Outro ano em Québec, dessa vez morando ao lado da faculdade. O lugar era *blergh*, mas o preço valia a pena (vida de estudante, né? sabem como é apertar os cintos!). Apartamento minusculo, chamado de 3 e meio, mas era quase um studio (ok, quartro privativo, mas era muito pequeno! um 2 e meio, no maximo!).
2014 à 2016 = Valleyfield, Nitro
O nome do bairro vem de "nitroglicerina" mesmo! Era uma antiga zona industrial com uma fabrica desse agradavel produto, desativada, ainda bem! Pertinho do lago, ao lado de um clube de golfe, mas longe do centro da cidade. Nesse periodo muita coisa aconteceu, trabalhei em Valleyfield e em Montréal (via agências). O apê era fabuloso, tive meu filhote, um legitimo *campivallensien*, que veio ao mundo em cesaria de urgência, comemoramos entao a mesma data de aniversario!
2016 = Québec, prise 2. Limoilou
OK, se eu achava que o apê em Ste-Foy era minusculo, nao sabia o que me esperava em Québec para a reprise do estagio: optamos por um apê mobiliado, afinal seriam apenas 2 meses e meio para terminar o danado. Escolhemos um que aceitasse animais. E que tivesse um acesso facil à cidade, pois so soube do meu local de estagio dois dias antes de começa-lo (delicias da universidade). O apê era funcional, mas esse sim, um pseudo studio. Tudo bem, foi por um curto periodo.
2017 = Rigaud, Centre-Ville
Voltando de Québec ainda ficamos um tempo em Valleyfield, mas estava trabalhando em Rigaud, 45 minutos de estrada até o trabalho. Mudamos para a cidade em julho, mês da mudança! E nossa segunda experiência em cidade pequena (OK, Témis era cidade "micro"). Estou ha 500 metros do meu trabalho, almoço em casa e no verao fazemos a cidade a pé. Vamos continuar aqui ou outros ventos nos levarao para mais longe ?
À SUIVRE ......
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mercredi 29 novembre 2017
lundi 21 novembre 2016
exame da ordem feito! (post em português)
UFA!
Parecia uma ternidade, parecia que nao chegaria nunca, tinha medo e criei fantasmas ...
Mas o exame de certificaçao veio, eu fiz, sobrevivi.
Passei? Nao sei, oscilo entre a profunda certeza e a profunda incerteza, faço calculos mentais e prevejo cenarios catastroficos, imagino o melhor e o pior, meu cérebro me prega peças ....
Como foi o exame?
Nao posso dar detalhes sobre as questoes, assinamos um termo de responsabilidade, entao vao as impressoes gerais:
A parte teorica, na sede da OIIQ:
cheguei às 6H40, na cartinha pediam para chegar às 7 e os portoes estavam fechados. Uma alma boa e caridosa nos deixou entrar, assim pudemos esperar no quentinho do edificio ao invés de congelar na parte externa.
Conversei com outros CIPS, a tensao estava no ar, todos meio nervosos/meio ansiosos/ meio estressados. A sensaçao de ansiedade crescente é a pior, nao é ? Sentimos a pressao no torax, a respiracao vai ficando mais dificil, os pensamentos passam a 1000 pela nossa cabeça, começamos a perceber que nosso corpo esta cheio de adrenalina, so falta o leao.
La pelas 8 da manha, todos os CIPS estavam na sede da OIIQ , todos devidamente identificados, com um crachazinho mequetrefe no peito e nos dirigindo para as salas. Era o fim das conversas, dos risos e da descontraçao, a ansiedade estava no ar, quase palpavel. Hora de pegar um lanchinho (dado pela organizaçao) e se preparar para entrar na sala.
Cabines individuais, separadas por um papelao. Computador, protetor auricular e calculadora a disposicao. Casacos e pertences pessoas colocados de lado. Instruçoes de ultimo minuto (e a ansiedade crescendo, podemos começar logo esse exame??). Pronto, c'est parti!
As questoes sao progressivas, o que significa que uma vez respondida, é impossivel voltar e melhorar a resposta. Primeira situaçao, um caso daqueles simples do dia-a-dia. Nivel de stress vai diminuindo .... Como as questoes sao progressivas, é possivel saber de vez em quando se demos a boa resposta, ja que a resposta precendente nos leva para a evolucao da questao. (YES!, acertei essa opcao, OPS, nao era bem isso, XI, passei completamente à côté!).
A primeira parte do exame teve uma questao extremamente longa e cansativa, acho que eram dez subdivisoes!
Terminada a primeira fase, hora de fazer pipi e voltar para a sala de espera. Fui a primeira a terminar , tenho o péssimo habito de nao reler minhas questoes e usar sempre minha primeira opcao (deve ser trauma de vestibular, sempre que trocava de resposta eu me dava mal kkkk).
Na sala de espera, lanchinho a disposicao, queijinho, iogurte, muffins, barrinhas de cereal, amendoas, agua, suco e café. Pagamos caro pelo exame, nos dao um confortinho minimo. Idas ao banheiro apenas acompanhadas por uma das supervisoras. Ao menos podemos fazer nosso pipi em paz, elas ficam do lado de fora :-)
Quinze minutos de pausa, momento de descontrair, somos proibidas de comentar sobre o exame (mas invariavelmente acabamos falando uma coisa ou outras). As supervisoras estao la e nos lembram "on ne parle pas de l'examen" ..... tentamos focar no que esta por vir, metade ja foi.
Voltamos para os cubiculos, mais duas horas de exame e a primeira parte sera concluida. A ansiedade ainda é facilmente perceptivel, mas a primeira parte do exame ajudou a retirar um pouco o estresse. Retoirou tanto que acabei respondendo bobagens na minha primeira questao, por ter lido muito rapido. Dai fiquei nervosa e respondi bobagens na segunda questao! Se concentre, muié! Se concentre!! Hora de respirar fundo ! Você ainda tem mais de 90 minutos para fazer o exame, va com calma!
Questoes 3, 4 e 5 respondidas, terminei a segunda fase muito rapido, em menos de uma hora (Ô maldito vicio de nao rever as questoes corretamente antes de enviar a resposta!). Balanco do dia: positivo, espero algo acima de 75%. Nao da para saber qual o critério de passagem pois eles analisam segundo a força do grupo, a nota nunca é a mesma, mas com certeza deve ser algo >60%. Nao acho que chegarao a uma nota de corte de >85%, pelo que ouvi na pausa entre a primeira e a segunda parte, muitas questoes *faceis* (para mim) foram perdidas pelos meus colegas.
Um dia feito, estresse diminuindo, aquele picotamente nas maos, aquela ansiedade que nos deixou em estado de alerta maximo se dissipando. O leao foi morto, mas ainda ha outro amanha!
Dia seguinte, confesso que dormi super mal e acordei super cedo.
Convenci marido a me levar, nao sem antes tomar um café da manha reforçado e tentar visualizar positivamente o que viria.
Ele me deixou na porta errada (erro meu). La vou eu, embaixo de vento e chuva, procurar o local certo. So faltam quinze minutos, corre-corre-corre!
Achei a boa entrada e os bons colegas do dia anterior. Para o exame pratico, somos divididos em quatro grupos, o meu era o segundo da manha, 10h30.
E passam 10h45, 11h, 11h15 ... confinados numa sala, somos dezesseis com nossos jalecos e estetoscopios, nervosos. De novo aquela ansiedade palpavel, dessa vez ainda pior pois todos odeiam o exame pratico. Nao é apenas um leao, temos um dinossauro diante de nos, e ele parece terrivel!
Esperar aumenta a ansiedade, a sensaçao de que nosso coraçao vai sair pela boca, que esta seca como se tivessemos passado horas no deserto! Os pés mexem sem parar, o cérébro continua na sua vitesse mega acelerada, tentamos focalizar as coisas boas, fazer exercicios de respiracao, mas cadê corpo que nao ajuda?? Finalmente, quase 11h30, a coordenadora começa a nos apresentar seu power point sobre o exame (REALLY?????). Dez minutos de bla-bla-bla e dez minutos de ansiedade crescendo e crescendo, vou explodir, nao cabe tanta ansiedade numa so pessoa!
Finalmente, presentaçao terminada, hora de saber se vamos na primeira ou na segunda leval. Escuto meu nome, vou na prmeira leva (alivio? Ao menos começo logo essa porcaria!).
Saimos da sala, acompanhadas por dois supervisores. Descubro que mesmo sendo da primeira leva, devo esperar minha colega passar sua estaçao em primeiro luga. Me colocam numa cadeirinha contra o muro, vejo e ouço os supervisores e atores conversando, mas nao consigo distinguir os sujeitos de conversacao. Resolvo praticar um pouco de exercicios respiratorios, afinal eu ainda lembro de alguns truques da Yoga , hora de colocar em pratica. Tenho quinze minutos para me acalmar um pouco. De olhos semi-fechados, vejo o supervisor se aproximar, chegou minha vez. Faço como um atleta antes de entrar em campo, me sacolejo e libero um pouco a adrenalina, mexo as pernas como cachorro que acabou de se levantar. Vamos encarar o dinossauro!
Primeira sala, temos tres minutos para ler a situaçao, é a famosa situaçao mista, onde os quinze primeiros minutos sao com o ator simulando paciente e os outros quinze minutos sao com os supervisores, para discutir o caso.
Quinze minutos passam voando, acho que consegui pegar todas as informaçoes, agora é hora de analisar e discutir.
Primeira pergunta, dou as informacoes que acho pertinentes, sera que sao suficientes? Vamos para a proxima. Três diagnosticos com justificativas pro e contra. Falei o que me parecia ser o mais obvio, mas quando estava voltando para casa o cérébro deu aquele clic e eu me dei conta que talvez tenha dado uma impressao muito simplista. Vamos ver. Terceira e ultima questao, o que fazer com esse paciente? usei meus argumentos, sera que foram suficientes ?
Toca a campainha, hora de esquecer a primeira estacao e partir para a segunda. Três minutos para ler. É uma estacao pratica, uma técnica que eu treinei exaustivamente em casa. Fiz com uma certa confiança, a técnica em si foi extremamente bem feita, mas eu fiz a ssepsia correta? Sera que contaminei meu campo? Dei as orientaçoes adequadas? Acabei antes de dez minutos e fiquei de bobeira, tentando pensar no que poderia melhorar. Too late, a campainha tocou, hora de ir para a proxima estacao.
Três minutos, leia a situaçao, se prepare. É algo que você viu um zilhao de vezes na sua pratica, faça seus diagnosticos diferenciais, gere o que foi pedido, é so anamnese e impressao, nao precisa fazer exame fisico. Estacao foi tranquila.
Ta favoravel, metade ja foi e ate agora meu nivel de ansiedade esta controlavel, ate diminuindo. A ansiedade nos deixa alertas mas tambem pode nos pregar peças. Sera que esta ficando muito facil e eu estou perdendo a mao? Quarta estacao, situacao que pode ser mais complexa, a anamnese deve ser bem ampla, faca seus diferenciais, seja estruturada, siga um plano logico e tente eliminar os diferenciais com questoes chaves. Responda aos questionamentos, leia atentamente o que esta marcado, você tem informaçoes importantes. Sai da sala meio-a-meio, acho que fui razoavelmente bem , com potencial para ir melhor, mas a campainha tocou em cima da hora (OPS' estou perdendo o controle da gestao do tempo e nem me dei conta!)
ULTIMA estacao, é agora ou nunca. Três minutos, a situacao é IPS-101, algo que conheço "par coeur", vai ser mamao com acucar, estou confiante. Bora encarar!
Anamnese, examen fisico, prescricao oe orientacoes. DAI FERROU TUDO!! Me perdi no controle de tempo, fui dando orientacoes ao mesmo tempo que fazia meu questionario, perguntei duas vezes a mesma coisa. AFFF, nao consegui terminar o exame fisico, cheguei até o abdomen. Sera que tive 50% ? Sera que a parte mais importante da estacao era justamente o que eu nao consegui fazer ? Tive 20%? Qu odio de mim mesma.
Volto pra sala para pegar meu casaco, descontentamento puro com a ultima estacao! Uma colega esta la, mas nao podemos discutir sobre o exame, entao so me resta esbravejar, xingar a estacao, falar muito "merde, merde, merde" e depois pedir desculpa aos supervisores que estavam la, mas eu precisava ventilar.
No caminho de volta para casa, a inevitavel revisao mental desses dias e as inevitaveis analises e questionamentos: ah, merde, nao perguntei isso/isso/isso! Ah, merde, acho que me f*di!.
Entao, hoje é segunda, dia de recomeçar a trabalhar, a resposta so vira antes do Natal.
Passei? Reprovei?
Nao sei!!
O meu bicho de sete cabeças tem apenas três no fim das contas. Meus erros sao ligados à gestao do tempo, seja na hora de prestar atencao e fazer uma bela revisao antes de enviar a resposta no computador, seja noa hora de interagir com o ator e saber realmente focar no que é importante, nao é uma verdadeira consulta e eu nao tenho uma hora! Sao miseros dez minutos, seja direta, seja objetiva, aplique o que você ja sabe.
Se passei, encho a cara com vinho tinto.
Se reprovei, encho a cara com vinho branco e me preparo para o exame de maio.
May the odds be in my favor .....
Parecia uma ternidade, parecia que nao chegaria nunca, tinha medo e criei fantasmas ...
Mas o exame de certificaçao veio, eu fiz, sobrevivi.
Passei? Nao sei, oscilo entre a profunda certeza e a profunda incerteza, faço calculos mentais e prevejo cenarios catastroficos, imagino o melhor e o pior, meu cérebro me prega peças ....
Como foi o exame?
Nao posso dar detalhes sobre as questoes, assinamos um termo de responsabilidade, entao vao as impressoes gerais:
A parte teorica, na sede da OIIQ:
cheguei às 6H40, na cartinha pediam para chegar às 7 e os portoes estavam fechados. Uma alma boa e caridosa nos deixou entrar, assim pudemos esperar no quentinho do edificio ao invés de congelar na parte externa.
Conversei com outros CIPS, a tensao estava no ar, todos meio nervosos/meio ansiosos/ meio estressados. A sensaçao de ansiedade crescente é a pior, nao é ? Sentimos a pressao no torax, a respiracao vai ficando mais dificil, os pensamentos passam a 1000 pela nossa cabeça, começamos a perceber que nosso corpo esta cheio de adrenalina, so falta o leao.
La pelas 8 da manha, todos os CIPS estavam na sede da OIIQ , todos devidamente identificados, com um crachazinho mequetrefe no peito e nos dirigindo para as salas. Era o fim das conversas, dos risos e da descontraçao, a ansiedade estava no ar, quase palpavel. Hora de pegar um lanchinho (dado pela organizaçao) e se preparar para entrar na sala.
Cabines individuais, separadas por um papelao. Computador, protetor auricular e calculadora a disposicao. Casacos e pertences pessoas colocados de lado. Instruçoes de ultimo minuto (e a ansiedade crescendo, podemos começar logo esse exame??). Pronto, c'est parti!
As questoes sao progressivas, o que significa que uma vez respondida, é impossivel voltar e melhorar a resposta. Primeira situaçao, um caso daqueles simples do dia-a-dia. Nivel de stress vai diminuindo .... Como as questoes sao progressivas, é possivel saber de vez em quando se demos a boa resposta, ja que a resposta precendente nos leva para a evolucao da questao. (YES!, acertei essa opcao, OPS, nao era bem isso, XI, passei completamente à côté!).
A primeira parte do exame teve uma questao extremamente longa e cansativa, acho que eram dez subdivisoes!
Terminada a primeira fase, hora de fazer pipi e voltar para a sala de espera. Fui a primeira a terminar , tenho o péssimo habito de nao reler minhas questoes e usar sempre minha primeira opcao (deve ser trauma de vestibular, sempre que trocava de resposta eu me dava mal kkkk).
Na sala de espera, lanchinho a disposicao, queijinho, iogurte, muffins, barrinhas de cereal, amendoas, agua, suco e café. Pagamos caro pelo exame, nos dao um confortinho minimo. Idas ao banheiro apenas acompanhadas por uma das supervisoras. Ao menos podemos fazer nosso pipi em paz, elas ficam do lado de fora :-)
Quinze minutos de pausa, momento de descontrair, somos proibidas de comentar sobre o exame (mas invariavelmente acabamos falando uma coisa ou outras). As supervisoras estao la e nos lembram "on ne parle pas de l'examen" ..... tentamos focar no que esta por vir, metade ja foi.
Voltamos para os cubiculos, mais duas horas de exame e a primeira parte sera concluida. A ansiedade ainda é facilmente perceptivel, mas a primeira parte do exame ajudou a retirar um pouco o estresse. Retoirou tanto que acabei respondendo bobagens na minha primeira questao, por ter lido muito rapido. Dai fiquei nervosa e respondi bobagens na segunda questao! Se concentre, muié! Se concentre!! Hora de respirar fundo ! Você ainda tem mais de 90 minutos para fazer o exame, va com calma!
Questoes 3, 4 e 5 respondidas, terminei a segunda fase muito rapido, em menos de uma hora (Ô maldito vicio de nao rever as questoes corretamente antes de enviar a resposta!). Balanco do dia: positivo, espero algo acima de 75%. Nao da para saber qual o critério de passagem pois eles analisam segundo a força do grupo, a nota nunca é a mesma, mas com certeza deve ser algo >60%. Nao acho que chegarao a uma nota de corte de >85%, pelo que ouvi na pausa entre a primeira e a segunda parte, muitas questoes *faceis* (para mim) foram perdidas pelos meus colegas.
Um dia feito, estresse diminuindo, aquele picotamente nas maos, aquela ansiedade que nos deixou em estado de alerta maximo se dissipando. O leao foi morto, mas ainda ha outro amanha!
Dia seguinte, confesso que dormi super mal e acordei super cedo.
Convenci marido a me levar, nao sem antes tomar um café da manha reforçado e tentar visualizar positivamente o que viria.
Ele me deixou na porta errada (erro meu). La vou eu, embaixo de vento e chuva, procurar o local certo. So faltam quinze minutos, corre-corre-corre!
Achei a boa entrada e os bons colegas do dia anterior. Para o exame pratico, somos divididos em quatro grupos, o meu era o segundo da manha, 10h30.
E passam 10h45, 11h, 11h15 ... confinados numa sala, somos dezesseis com nossos jalecos e estetoscopios, nervosos. De novo aquela ansiedade palpavel, dessa vez ainda pior pois todos odeiam o exame pratico. Nao é apenas um leao, temos um dinossauro diante de nos, e ele parece terrivel!
Esperar aumenta a ansiedade, a sensaçao de que nosso coraçao vai sair pela boca, que esta seca como se tivessemos passado horas no deserto! Os pés mexem sem parar, o cérébro continua na sua vitesse mega acelerada, tentamos focalizar as coisas boas, fazer exercicios de respiracao, mas cadê corpo que nao ajuda?? Finalmente, quase 11h30, a coordenadora começa a nos apresentar seu power point sobre o exame (REALLY?????). Dez minutos de bla-bla-bla e dez minutos de ansiedade crescendo e crescendo, vou explodir, nao cabe tanta ansiedade numa so pessoa!
Finalmente, presentaçao terminada, hora de saber se vamos na primeira ou na segunda leval. Escuto meu nome, vou na prmeira leva (alivio? Ao menos começo logo essa porcaria!).
Saimos da sala, acompanhadas por dois supervisores. Descubro que mesmo sendo da primeira leva, devo esperar minha colega passar sua estaçao em primeiro luga. Me colocam numa cadeirinha contra o muro, vejo e ouço os supervisores e atores conversando, mas nao consigo distinguir os sujeitos de conversacao. Resolvo praticar um pouco de exercicios respiratorios, afinal eu ainda lembro de alguns truques da Yoga , hora de colocar em pratica. Tenho quinze minutos para me acalmar um pouco. De olhos semi-fechados, vejo o supervisor se aproximar, chegou minha vez. Faço como um atleta antes de entrar em campo, me sacolejo e libero um pouco a adrenalina, mexo as pernas como cachorro que acabou de se levantar. Vamos encarar o dinossauro!
Primeira sala, temos tres minutos para ler a situaçao, é a famosa situaçao mista, onde os quinze primeiros minutos sao com o ator simulando paciente e os outros quinze minutos sao com os supervisores, para discutir o caso.
Quinze minutos passam voando, acho que consegui pegar todas as informaçoes, agora é hora de analisar e discutir.
Primeira pergunta, dou as informacoes que acho pertinentes, sera que sao suficientes? Vamos para a proxima. Três diagnosticos com justificativas pro e contra. Falei o que me parecia ser o mais obvio, mas quando estava voltando para casa o cérébro deu aquele clic e eu me dei conta que talvez tenha dado uma impressao muito simplista. Vamos ver. Terceira e ultima questao, o que fazer com esse paciente? usei meus argumentos, sera que foram suficientes ?
Toca a campainha, hora de esquecer a primeira estacao e partir para a segunda. Três minutos para ler. É uma estacao pratica, uma técnica que eu treinei exaustivamente em casa. Fiz com uma certa confiança, a técnica em si foi extremamente bem feita, mas eu fiz a ssepsia correta? Sera que contaminei meu campo? Dei as orientaçoes adequadas? Acabei antes de dez minutos e fiquei de bobeira, tentando pensar no que poderia melhorar. Too late, a campainha tocou, hora de ir para a proxima estacao.
Três minutos, leia a situaçao, se prepare. É algo que você viu um zilhao de vezes na sua pratica, faça seus diagnosticos diferenciais, gere o que foi pedido, é so anamnese e impressao, nao precisa fazer exame fisico. Estacao foi tranquila.
Ta favoravel, metade ja foi e ate agora meu nivel de ansiedade esta controlavel, ate diminuindo. A ansiedade nos deixa alertas mas tambem pode nos pregar peças. Sera que esta ficando muito facil e eu estou perdendo a mao? Quarta estacao, situacao que pode ser mais complexa, a anamnese deve ser bem ampla, faca seus diferenciais, seja estruturada, siga um plano logico e tente eliminar os diferenciais com questoes chaves. Responda aos questionamentos, leia atentamente o que esta marcado, você tem informaçoes importantes. Sai da sala meio-a-meio, acho que fui razoavelmente bem , com potencial para ir melhor, mas a campainha tocou em cima da hora (OPS' estou perdendo o controle da gestao do tempo e nem me dei conta!)
ULTIMA estacao, é agora ou nunca. Três minutos, a situacao é IPS-101, algo que conheço "par coeur", vai ser mamao com acucar, estou confiante. Bora encarar!
Anamnese, examen fisico, prescricao oe orientacoes. DAI FERROU TUDO!! Me perdi no controle de tempo, fui dando orientacoes ao mesmo tempo que fazia meu questionario, perguntei duas vezes a mesma coisa. AFFF, nao consegui terminar o exame fisico, cheguei até o abdomen. Sera que tive 50% ? Sera que a parte mais importante da estacao era justamente o que eu nao consegui fazer ? Tive 20%? Qu odio de mim mesma.
Volto pra sala para pegar meu casaco, descontentamento puro com a ultima estacao! Uma colega esta la, mas nao podemos discutir sobre o exame, entao so me resta esbravejar, xingar a estacao, falar muito "merde, merde, merde" e depois pedir desculpa aos supervisores que estavam la, mas eu precisava ventilar.
No caminho de volta para casa, a inevitavel revisao mental desses dias e as inevitaveis analises e questionamentos: ah, merde, nao perguntei isso/isso/isso! Ah, merde, acho que me f*di!.
Entao, hoje é segunda, dia de recomeçar a trabalhar, a resposta so vira antes do Natal.
Passei? Reprovei?
Nao sei!!
O meu bicho de sete cabeças tem apenas três no fim das contas. Meus erros sao ligados à gestao do tempo, seja na hora de prestar atencao e fazer uma bela revisao antes de enviar a resposta no computador, seja noa hora de interagir com o ator e saber realmente focar no que é importante, nao é uma verdadeira consulta e eu nao tenho uma hora! Sao miseros dez minutos, seja direta, seja objetiva, aplique o que você ja sabe.
Se passei, encho a cara com vinho tinto.
Se reprovei, encho a cara com vinho branco e me preparo para o exame de maio.
May the odds be in my favor .....
samedi 15 novembre 2014
essai! ENFIN, c'est fini!
Muita leitura, muita irritaçao, muito **o que estou fazendo aqui ?** e muito Earl Grey para acompanhar minhas escritas ... Muita dor na bunda, dias de sol perdidos em frente ao computador.
E o resultado final (nao estou 100% satisfeita, mas foda-se = sim, hoje me permito falar palavrao).
Meu essai, a dissertaçao de meu mestrado, ENFIM finalizada!
Que alivio
o resumao do mardito ....
Cet essai est une réflexion critique qui explore le sujet de la sexualité des baby-boomers et la façon d’intégrer ce sujet lors des recontres entre les patients et les IPS-PL. Les baby-boomers représenteront une partie important de la clientèle des IPS-PL dans les prochaines années, la problématique est alors très pertinente. Parler de la sexualité est difficile et la situation clinique à l’origine de cet essai a été réelle, vécue pendant le stage dans un contexte de clinique sans rendez-vous. Un bref portrait de la génération baby-boom, les données démographiques, le processus de vieillissement et les concepts âgistes sont présentés, ainsi qu’une revue d’écrits sur le sujet. Le modèle PLISSIT, un outil pour guider les discussions concernant la sexualité, est également présenté. Les recommandantions du Collège des médecins du Québec en ce qui concerne l’examen médical périodique pour les personnes âgées sont discutées, le moment de l’EMP apparaissant comme une opportunité pour amorcer le sujet, Parler de la sexualité demande du respect d’autrui, et le choix d’une approche holiste qui respecte l’individu et n’ignore pas les aspects liés à la sexualité est donc fondamentale. Pour guider la pratique infirmière avancée, les cadres théoriques de Parse et de Hamric ont été utilisés. En bref, le but de cet essai est d’approfondir les connaissances visant à optimiser la discussion des sujets liés à la sexualité avec des baby-boomers, en utilisant une approche holiste.
E o resultado final (nao estou 100% satisfeita, mas foda-se = sim, hoje me permito falar palavrao).
Meu essai, a dissertaçao de meu mestrado, ENFIM finalizada!
Que alivio
o resumao do mardito ....
Cet essai est une réflexion critique qui explore le sujet de la sexualité des baby-boomers et la façon d’intégrer ce sujet lors des recontres entre les patients et les IPS-PL. Les baby-boomers représenteront une partie important de la clientèle des IPS-PL dans les prochaines années, la problématique est alors très pertinente. Parler de la sexualité est difficile et la situation clinique à l’origine de cet essai a été réelle, vécue pendant le stage dans un contexte de clinique sans rendez-vous. Un bref portrait de la génération baby-boom, les données démographiques, le processus de vieillissement et les concepts âgistes sont présentés, ainsi qu’une revue d’écrits sur le sujet. Le modèle PLISSIT, un outil pour guider les discussions concernant la sexualité, est également présenté. Les recommandantions du Collège des médecins du Québec en ce qui concerne l’examen médical périodique pour les personnes âgées sont discutées, le moment de l’EMP apparaissant comme une opportunité pour amorcer le sujet, Parler de la sexualité demande du respect d’autrui, et le choix d’une approche holiste qui respecte l’individu et n’ignore pas les aspects liés à la sexualité est donc fondamentale. Pour guider la pratique infirmière avancée, les cadres théoriques de Parse et de Hamric ont été utilisés. En bref, le but de cet essai est d’approfondir les connaissances visant à optimiser la discussion des sujets liés à la sexualité avec des baby-boomers, en utilisant une approche holiste.
lundi 3 novembre 2014
mon essai .... 6 crédits, 31 pages .... C'EST PRESQUE FINI!
mon superviseur de stage m'a écrit hier ...
Bonsoir Gabriela,
Voici mes commentaires en fichier joint. Je trouve qu'il y a une très belle amélioration depuis la version précédente. Ton travail progresse très bien. J'ai mis des commentaires pour t'aider, mais il s'agit toujours de suggestions. À toi de voir si tu veux les conserver ou pas.
Comme convenu, tu pourras me faire parvenir ta version finale au plus tard le dimanche 16 novembre à 23h59. Il faut me l'envoyer en format PDF.
Si je ne me trompe pas, tu n'es pas en ce moment dans la région de Québec. Je procéderai donc à l'évaluation de ton essai et t'aviserai de ta note par courriel, en te transmettant mes commentaires directement dans le fichier PDF. Il te faudra ensuite donner suite à ces commentaires et déposer la version finale de ton essai à la gestion des études. J'aviserai également la gestion des études de ton résultat.
Au plaisir,
Le programme IPS à l'Université Laval exige la production d'un document dans lequel sont présentées les idées courantes et particulières sur le sujet, à partir d'une situation clinique. Mon essai est dans sa version *H* (sérieusement!) et j'ai le droit à une dernière révision avant de (finalement!!!) déposer la version finale. 6 crédits = plus de 40 articles, 4 livres, de lectures et de cauchemars ...
dans un mot = SOULAGEMENT!
Voici mes 3 premiers paragraphes ....
Bonsoir Gabriela,
Voici mes commentaires en fichier joint. Je trouve qu'il y a une très belle amélioration depuis la version précédente. Ton travail progresse très bien. J'ai mis des commentaires pour t'aider, mais il s'agit toujours de suggestions. À toi de voir si tu veux les conserver ou pas.
Comme convenu, tu pourras me faire parvenir ta version finale au plus tard le dimanche 16 novembre à 23h59. Il faut me l'envoyer en format PDF.
Si je ne me trompe pas, tu n'es pas en ce moment dans la région de Québec. Je procéderai donc à l'évaluation de ton essai et t'aviserai de ta note par courriel, en te transmettant mes commentaires directement dans le fichier PDF. Il te faudra ensuite donner suite à ces commentaires et déposer la version finale de ton essai à la gestion des études. J'aviserai également la gestion des études de ton résultat.
Au plaisir,
Le programme IPS à l'Université Laval exige la production d'un document dans lequel sont présentées les idées courantes et particulières sur le sujet, à partir d'une situation clinique. Mon essai est dans sa version *H* (sérieusement!) et j'ai le droit à une dernière révision avant de (finalement!!!) déposer la version finale. 6 crédits = plus de 40 articles, 4 livres, de lectures et de cauchemars ...
dans un mot = SOULAGEMENT!
source https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEik48j1O7VsbArwyOmN24eNG0OFwqigGfEmLDvwueWPqX7JgduMN9DCCI4vMKJB3viugMFgtg2Ig9Mm3vLuP6jMCdr7xsZigXmKSOwwR8Sg4rnqu133La8Ogst0aqA0ufM9PxpRq7USsaU/s1600/download.jpg
Voici mes 3 premiers paragraphes ....
En ce moment, le Canada affronte le vieillissement de sa population. D’ici 2036, un quart de la population du pays sera âgée de 65 ans et plus (Rheault & Poirier, 2012). Le fait le plus marquant associé au vieillissement de la population sera l’arrivée massive des baby-boomers, les gens nés entre 1946 et 1966, dans le groupe des ainés. Considérant l’allongement de la longévité et l’entrée massive dans les prochaines années des baby-boomers dans le grand âge, l’Organisation mondiale de la santé (OMS) estime que tous les intervenants de la santé devraient être formés aux problèmes du vieillissement (Organisation mondiale de la Santé [ OMS ], 2012).
Le vieillissement est un processus qui, individuellement, implique les trajectoires de vie et au niveau collectif, est construit selon les influences d'ordre socioculturel. Motta (1999) et Peixoto (2000) soulignent que le vieillissement affecte les hommes et les femmes différemment, il affecte également les différentes générations de différentes façons, en fonction des différents vécus, rôles et représentations. Ces différents parcours influencent la manière dont des personnes âgées perçoivent l'expérience de leur vieillissement (Vézina, 2007). Pour la génération issue du baby-boom, vieillir acquiert une nouvelle signification : les baby-boomers envisagent de vieillir en bonne santé ainsi que maintenir un niveau d’activité et de socialisation différent de ce que les générations précédentes ont eu (Hartman-Stein & Potkanowicz, 2003; Blein, Lavoie, Guberman & Olazabal, 2009).
Suivant les recommandations de l’OMS, les professionnels de la santé doivent connaitre les enjeux liés au vieillissement, incluant les enjeux liés à la sexualité. La sexualité, selon l’OMS, est « un aspect central, constitutif de la personne tout au long de la vie qui inclut le sexe, les identités et les rôles de genre, l’orientation sexuelle, l’érotisme, le plaisir, l’intimité et la reproduction » (OMS, 2006). La génération du baby-boom a connu la révolution sexuelle, et en vieillissant, les questionnements liés à la sexualité doivent être intégrés par les professionnels de la santé dans une approche centrée sur la personne, la sexualité faisant partie du tout.
et le blah-blah-blah (oups, ma **contribution théorique à l'avancement de la profession**) continue pour 30 pages ....
Mon sujet ? La Sexualité de la personne âgée selon une perspective humanbecoming ... des heures de plaisir ...
vendredi 1 août 2014
cruise - video
Voici un peu de notre voyage, cette fois-ci sous la forme d'un video amusant.
video
Style **vintage** ;-)
video
Style **vintage** ;-)
vendredi 18 juillet 2014
reprise de stage
bon, ça y est, le stage est fini, mais l'aventure de mon stage est loin d'être terminée.
Bref, je dois reprends mon stage II, c'est-à-dire, 10 semaines.
Session d'hiver-2015, c'est ben plate.
C'est la vie!
En attendant, je vais travailler comme infirmière clinicienne, j'ai besoin de refaire mes économies et me préparer pour un autre séjour à Québec.
Et, je voyage demain pour refaire mon plein!! YEAH!!
Bref, je dois reprends mon stage II, c'est-à-dire, 10 semaines.
Session d'hiver-2015, c'est ben plate.
C'est la vie!
En attendant, je vais travailler comme infirmière clinicienne, j'ai besoin de refaire mes économies et me préparer pour un autre séjour à Québec.
Et, je voyage demain pour refaire mon plein!! YEAH!!
source http://media.paperblog.fr/i/379/3797669/recommencer-L-3.jpeg
lundi 23 juin 2014
10 jours ouvrables!
Voilà, 6 mois de stage!
Wow, quelle aventure.
Je ne sais pas si j'ai réussi, j’oscille entre *yeah, c'est clair!* et *booh, j'ai eu un échec*. Ceci dit, j'essaie de vivre le jour après jour, c'est un exercice de patience presque bouddhiste, je suis une personne qu’anticipe beaucoup, pour le bon et pour le pire. Avec l'anticipation, je fais grandir en moi d'autres sentiments moins intéressants tel le stress, l'angoisse, la peur et le cercle de désespoir. Je travaille fort pour améliorer ça.
Aujourd'hui commence la semaine 25 de stage. Quelle différence de la semaine 1! Je suis plus à l'aise dans mes démarches, je suis plus sûre de moi même pour présenter mes cas cliniques et je connais mes ressources ainsi que les limitations de ma profession.
Mais, je ne connais pas par cœur les doses de chaque antibiotique, ni les effets collatéraux de chaque médicament! Bien sûr, je connais les plus courants et les plus importants, mais cette connaissance n'est pas 100% intégré dans mon pauvre cerveau.
J'ai travaillé fort pour améliorer mon style et présenter les cas cliniques *à la manière québécoise*, c'est-à-dire en ayant d'emblée mon idée diagnostique, mes plan de traitement et de suivi. Auparavant, j'avais la tendance à négocier avec le superviseur, j'avais mon idée principale, mais je me fiais toujours à la discussion avec le superviseur pour en conclure. Ici, au Québec, pour les IPS, on doit être *autonome* = parler au superviseur pour valider l'information, point. Au Brésil, on parle au superviseur pour prendre la décision conjointement, dans une relation moins *équitable*, le superviseur a toujours le dernier mot. Je n'était pas habitué à une relation superviseur-stagiaire moins hiérarchique, je reconnais mon grand erreur.
Dix jours ouvrables (2 semaines!!) pour savoir si je pourrai enfin débuter mon travail comme C-IPS ou si je reviendrai en septembre pour refaire mon stage II (quelque chose entre 6 et 10 semaines supplémentaires, quelle joie - NOT!)
Un jour à la fois, n'est-ce pas ?
Et, 27 jour pour les Bahamas! (ah, le compte à rebours!!)
Wow, quelle aventure.
Je ne sais pas si j'ai réussi, j’oscille entre *yeah, c'est clair!* et *booh, j'ai eu un échec*. Ceci dit, j'essaie de vivre le jour après jour, c'est un exercice de patience presque bouddhiste, je suis une personne qu’anticipe beaucoup, pour le bon et pour le pire. Avec l'anticipation, je fais grandir en moi d'autres sentiments moins intéressants tel le stress, l'angoisse, la peur et le cercle de désespoir. Je travaille fort pour améliorer ça.
source http://media.uccdn.com/pt/images/5/2/6/img_como_detectar_o_transtorno_por_estresse_agudo_5625_orig.jpg
Aujourd'hui commence la semaine 25 de stage. Quelle différence de la semaine 1! Je suis plus à l'aise dans mes démarches, je suis plus sûre de moi même pour présenter mes cas cliniques et je connais mes ressources ainsi que les limitations de ma profession.
Mais, je ne connais pas par cœur les doses de chaque antibiotique, ni les effets collatéraux de chaque médicament! Bien sûr, je connais les plus courants et les plus importants, mais cette connaissance n'est pas 100% intégré dans mon pauvre cerveau.
J'ai travaillé fort pour améliorer mon style et présenter les cas cliniques *à la manière québécoise*, c'est-à-dire en ayant d'emblée mon idée diagnostique, mes plan de traitement et de suivi. Auparavant, j'avais la tendance à négocier avec le superviseur, j'avais mon idée principale, mais je me fiais toujours à la discussion avec le superviseur pour en conclure. Ici, au Québec, pour les IPS, on doit être *autonome* = parler au superviseur pour valider l'information, point. Au Brésil, on parle au superviseur pour prendre la décision conjointement, dans une relation moins *équitable*, le superviseur a toujours le dernier mot. Je n'était pas habitué à une relation superviseur-stagiaire moins hiérarchique, je reconnais mon grand erreur.
source: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhC42v_kB95kYOPwTAX1p84fUV1RrMKrbgwnD1HrtoBl-8BYgHYKagNkbWQGOYpNolMOj9OqKtmZWob46ZZxmwRwp0vGwLzFFp8Dg9NVzX9fVTltrZAyDJ4CPPDVmYeeLxGPSa-wGiSXWwR/s1600/010y%5B1%5D.png
Dix jours ouvrables (2 semaines!!) pour savoir si je pourrai enfin débuter mon travail comme C-IPS ou si je reviendrai en septembre pour refaire mon stage II (quelque chose entre 6 et 10 semaines supplémentaires, quelle joie - NOT!)
Un jour à la fois, n'est-ce pas ?
Et, 27 jour pour les Bahamas! (ah, le compte à rebours!!)
source http://the-bahamas.net/wp-content/uploads/2012/12/Bahamas-Honeymoon-on-a-Carnival-Cruise.jpg
dimanche 15 juin 2014
ha esperança!
Abaixo, a mensagem recebida da supervisora de estagio (a avaliaçao foi feita ha 2 semanas e eu estou trabalhando como uma mula para melhorar minha *performance* e com isso, nao repetir o estagio ...
...Je veux que tu te rappelles quand tu le lis que ça correspond à ton évaluation d'il y a déjà deux semaines, donc pas représentatif d'où tu en es aujourd'hui. Et je te confirme que tu progresses chaque jour:) ....
e para terminar, um pouquinho de otimismo nesse domingo de Copa ...
source: http://angelabrook.com/wp-content/uploads/2011/08/Stress-Test.jpg
...Je veux que tu te rappelles quand tu le lis que ça correspond à ton évaluation d'il y a déjà deux semaines, donc pas représentatif d'où tu en es aujourd'hui. Et je te confirme que tu progresses chaque jour:) ....
source: http://odois.org/exped/080420/fotos/o2_0015.jpg
e para terminar, um pouquinho de otimismo nesse domingo de Copa ...
source: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjwLUE8MP55x-cAHKEbjLAy61RJVp4_FMEquJjZScXiUMCdBvMB0uAHuswwgxVXzvm3zT5SW-KJyLJatWWh-FgZ40ziq86ypn2RW7qxIcFqM0odIHE7xBA3nK-rxkZkinyDn6vAfq1TYlk/s1600/DontGiveUp.JPG
dimanche 8 juin 2014
life goes on ...
I'm so stressed these days, I cry at anything.
It's Ok to be emotional some of the time. I put in 40 hours a week studying and seeing patients and then another 10-15h a week at home catching up my notes and working on my Master's essay.
Those last 5 months ... wow! I learned A LOT but I'm probably burned-out, in a fortunate manner (I don't know how!) without sleeping problems! I'm doing some physical activity and I try to have at least *half* week-end every week. It's an insane schedule!
The thought of seeing patients completely on my own ... it's very hard! Made me a little (not, a LOT!) jittery! I still have 4 weeks (still? OMG, 4 weeks? ALREADY??). I really want to improve my clinical skills. I'm on my way but **too slow** according to my supervisor.
and ... When I know if I passed? ONLY at JULY, 9th! Unbelievable!
Last week I was freaking out, every day was a nightmare ... I confess, I'm not 100% confident, I have good and bad days, sometimes I fell very smart, sometimes very stupid ...
made her a little jittery
made her a little jittery
the
thought of seeing patients completely on her own made her a little
jittery - See more at:
http://scienceofcaring.ucsf.edu/future-nursing/are-residencies-future-nurse-practitioner-training#sthash.KgcDsR1D.dpuf
the
thought of seeing patients completely on her own made her a little
jittery - See more at:
http://scienceofcaring.ucsf.edu/future-nursing/are-residencies-future-nurse-practitioner-training#sthash.KgcDsR1D.dpuf
BUT
So, I'm going on a cruise!!
source : http://gaia.adage.com/images/bin/image/x-large/2-18-13-carnival.jpg
Yeah, baby!
Sun, sea, beaches, good food, a lot of fun ... a relaxing week after this crazy period! Either to celebrate or to recompose myself and be ready for the next battle (work on September or doing a complementary 10-weeks NP internship).
I have 4 weeks, what can I do?
Work hard.
Improve my skills.
Show them what I'm capable of!
source http://branham.org/content/articles/2011/20110915_PreparingForBattle/PreparingForBattle.jpg
And prepare my trip! (oh, I SOOOOO need this!)
lundi 19 mai 2014
printemps
Fin de semaine de 3 jours, yuppi!
Hier nous sommes allés au *Marais du Nord*, un parc naturel à 20 minutes du centre-ville, avec 8km de sentiers et un contact intime avec la Nature. (http://www.apel-maraisdunord.org/marais-du-nord/site marais du Nord)
Pour moi, mon bien-être et ma qualité de vie passent par le contact avec la Nature.
C'est un cadeau aux bienfaits uniques, observer la Nature m'aide à me concentrer, à me centrer sur moi-même, à me préparer ... La Nature me ressource, m'apaise les tensions et me permet de mieux gérer mes émotions.
Bref, cela fait du bien. Point. Une journée incroyable! Je partage ....
Voici quelques photos, by moi ...
Hier nous sommes allés au *Marais du Nord*, un parc naturel à 20 minutes du centre-ville, avec 8km de sentiers et un contact intime avec la Nature. (http://www.apel-maraisdunord.org/marais-du-nord/site marais du Nord)
Pour moi, mon bien-être et ma qualité de vie passent par le contact avec la Nature.
C'est un cadeau aux bienfaits uniques, observer la Nature m'aide à me concentrer, à me centrer sur moi-même, à me préparer ... La Nature me ressource, m'apaise les tensions et me permet de mieux gérer mes émotions.
Bref, cela fait du bien. Point. Une journée incroyable! Je partage ....
Voici quelques photos, by moi ...
Et une autre vidéo, by mon conjoint ...
Voici donc les longs jours, lumière, amour, délire !
Voici le printemps ! mars, avril au doux sourire,
Mai fleuri, juin brûlant, tous les beaux mois amis !
Les peupliers, au bord des fleuves endormis,
Se courbent mollement comme de grandes palmes ;
L’oiseau palpite au fond des bois tièdes et calmes ;
Il semble que tout rit, et que les arbres verts
Sont joyeux d’être ensemble et se disent des vers.
Le jour naît couronné d’une aube fraîche et tendre ;
Le soir est plein d’amour ; la nuit, on croit entendre,
A travers l’ombre immense et sous le ciel béni,
Quelque chose d’heureux chanter dans l’infini.
Victor Hugo, Toute la lyre
mardi 6 mai 2014
moi et l'urgence ....
.... Nous ne sommes pas les meilleures amies au monde, mais, voilà, j'ai eu une journée fantastique!
J'ai vu 50% de plus de cas par rapport à ma première journée!
J'ai fait l'entretien du début à la fin en 99% des cas!
J'ai demandé de l'aide du médecin superviseur 1 seule fois et le cas était vraiment complexe, même pour lui!
YEAH!
Je n'aime pas l'urgence, mais je suis plongée dans mon processus d'appropriation des connaissances et je m'assume comme **IPS-to-be**!
Les cas d'aujourd'hui sont issus des triages niveaux 4 et 5, exactement compatible avec la loi concernant les IPS. Ces cas peuvent être gérés d'une manière autonome par les IPS, no doc needed ! Au QC la loi interdit les IPS d'exercer en milieu d'urgence si celui n'est pas la seule porte d'entrée dans le territoire, contrairement à l'Australie, où les IPS en soins critiques font leur preuve ...
Et peut-être, un jour, les IPS seront même dans les CHSLD, comme nos consoeurs au Hawaii!
Demain, journée *mollo*, réunion et discussion de cas cliniques en AM et PM ...
J'ai vu 50% de plus de cas par rapport à ma première journée!
J'ai fait l'entretien du début à la fin en 99% des cas!
J'ai demandé de l'aide du médecin superviseur 1 seule fois et le cas était vraiment complexe, même pour lui!
YEAH!
Je n'aime pas l'urgence, mais je suis plongée dans mon processus d'appropriation des connaissances et je m'assume comme **IPS-to-be**!
Les cas d'aujourd'hui sont issus des triages niveaux 4 et 5, exactement compatible avec la loi concernant les IPS. Ces cas peuvent être gérés d'une manière autonome par les IPS, no doc needed ! Au QC la loi interdit les IPS d'exercer en milieu d'urgence si celui n'est pas la seule porte d'entrée dans le territoire, contrairement à l'Australie, où les IPS en soins critiques font leur preuve ...
source = https://www.youtube.com/watch?v=3yU5XQC_F6A
Et peut-être, un jour, les IPS seront même dans les CHSLD, comme nos consoeurs au Hawaii!
source + https://www.youtube.com/watch?v=0R34E_2EVbk
Demain, journée *mollo*, réunion et discussion de cas cliniques en AM et PM ...
dimanche 13 avril 2014
Vaudreuil-Dorion, l'avenir est ici!
... Au moins ce qui dit le slogan de la ville de Vaudreuil-Dorion ...
À partir de juillet la Montéregie sera ma nouvelle région.
Je travaillerai à Vaudreuil-Dorion et à Saint-Polycarpe. Ainsi, le choix plus logique a été de vivre dans une ville *entre les 2*, et nous avons choisi la ville de Salaberry-de-Valleyfield pour cela ....
Mais ... oh-oh .... surprise! La ville de Salaberry-de-Valleyfield ne fais pas partie du territoire désservi par mon CSSS, oups! (dois-je me sentir une traitesse??)
Salaberry-de-Valleyfield est une ville de 40.0000 habitants. C'est une ville *moyenne* au Québec, considérée la capitale du Suroît. Par comparaison, Témiscaming, mon coup de cœur, possède seulement 3.000! La ville de Vaudreuil-Dorion possède un peu moins d'habitants que Salaberry-de-Valleyfield, soit 33.000, et St-Polycarpe est un petit bijou avec moins de 2.000 habitants....
Contrairement à Témis et son école unique, Salaberry-de-Valleyfield compte une douzaine d'écoles primaires, 2 écoles secondaires, un CEGEP, un centre de formation pour adultes et 2 centres de formation professionelle, presque une métropole!
Au niveau sportif, Salaberry-de-Valleyfield reçoit beaucoup plus que les motoneigistes en hiver. Depuis 1938 la ville reçoit les Régates de Valleyfield, le plus grand événement motonautique en Amérique du Nord. J'avoue mon ignorance, je ne connaissais pas tout ça avant mon entrevue d'embauche et j'ai failli signer un bail d'un logement localisé à 2 coins de rue de ladite régate! Oh-là-là! Imaginez le bruit en plein été??
À partir de juillet la Montéregie sera ma nouvelle région.
Je travaillerai à Vaudreuil-Dorion et à Saint-Polycarpe. Ainsi, le choix plus logique a été de vivre dans une ville *entre les 2*, et nous avons choisi la ville de Salaberry-de-Valleyfield pour cela ....
Salaberry-de-Valleyfield est une ville de 40.0000 habitants. C'est une ville *moyenne* au Québec, considérée la capitale du Suroît. Par comparaison, Témiscaming, mon coup de cœur, possède seulement 3.000! La ville de Vaudreuil-Dorion possède un peu moins d'habitants que Salaberry-de-Valleyfield, soit 33.000, et St-Polycarpe est un petit bijou avec moins de 2.000 habitants....
Contrairement à Témis et son école unique, Salaberry-de-Valleyfield compte une douzaine d'écoles primaires, 2 écoles secondaires, un CEGEP, un centre de formation pour adultes et 2 centres de formation professionelle, presque une métropole!
Au niveau sportif, Salaberry-de-Valleyfield reçoit beaucoup plus que les motoneigistes en hiver. Depuis 1938 la ville reçoit les Régates de Valleyfield, le plus grand événement motonautique en Amérique du Nord. J'avoue mon ignorance, je ne connaissais pas tout ça avant mon entrevue d'embauche et j'ai failli signer un bail d'un logement localisé à 2 coins de rue de ladite régate! Oh-là-là! Imaginez le bruit en plein été??
Finalement, moi, mon conjoint et le chat, nous vivrons dans le quartier de St-Thimotée, relativement proche de la plage!
... Une plage sablonneuse aux eaux limpides (eau de qualité A), où nous serons séduits dès le premier instant, selon la publicité oficielle ...
source http://www.infosuroit.com/wp-content/uploads/2013/05/Plage-parc-regional-des-iles-de-Saint-Timothee-aout-2013-Photo-INFOSuroit_com.jpg
C'est la deuxiàeme fois que je parle de Salaberry-de-Valleyfield ... Pourquoi? Parce que le fait de parler de mon futur adresse et milieu de travail me stimule à continuer mon stage!
C'est du concret par rapport à mon avenir, c'est mon futur! La moitié est faite, j'ai eu 2 semaines d'enfer, j'ai mis des choses en place et j'essaie d'avancer, de ne pas reculer!
source http://amytot.files.wordpress.com/2010/12/survival-guide-to-hell-week.png
Je sais que les médecins partenaires ainsi que ma superviseure me regardent à la loupe. Je dois faire de mon meilleur et je suis vraiment impliquée pour y arriver. Les évaluations quotidiennes sont un bon thermomètre, j'ai plusieurs *satisfaisants*, ce qui est compatible avec mon niveau de stage. Je ne veux pas penser à la possibilité d'y retourner à Québec pour refaire 3 mois de stage en 2015, oh, non .... J'envisage mon déménagement, j'envisage mon nouveau endroit de travail, les nouveaux défis et la nouvelle ville à Salaberry-de-Valleyfield.
Je m'envoie des ondes positives et optimistes, j'étudie et je prends des notes!!
source: http://diversephilosophies.files.wordpress.com/2012/07/20120707-114748.jpg
TROIS MOIS!
Le chemin est très dur, mais je crois en moi!
Salaberry-de-Valleyfield, j'arrive!!!!
samedi 5 avril 2014
bate-assopra-bate (post em português)
Ontem encontrei a supervisora geral do estagio.
Ela quis saber o porquê de meu rendimento ter dado uma caida nas duas ultimas semanas, levantou meus pontos negativos, tentou validar um pouco minha *santé mentale* e no fim disse que eles estao la para me ajudar mas que irao mudar um pouco o foco, estarao mais exigentes e presentes.
Ah, esse estilo quebeca de ser **bate-assopra-bate** me irrita! Eu tive 12 (DOZE!!!) otimas semanas de estagio, com comentarios excelentes, com retroaçoes super positivas e com bons momentos. Dai, 2 semanas *ruins* (por N razoes) colocam tudo a perder. Falei para ela, é como se todos meus bons momentos tivessem simplesmente sido ignorados e eu estivesse no olho do furacao. Ela tentou negar, disse que os bons momentos estarao registrados no dossiê, etc. et tal. Nao sei, acho que aqui eles minimizam aquilo que a gente faz de bom e maximizam aquilo que a gente faz de *nao tao bom assim*.
Coloquei meu estagio à risco com essas 2 semanas ruins? Muito provavelmente. Estarei sendo vigiada de perto, revalidada e requestionada. Ja sei o que me espera, perdi a confiança que estava sendo criada desde janeiro. E eu trabalhei bem duro para isso!
Ontem encontrei minhas colegas de classe, e TODAS passaram por momentos mais dificeis, TODAS tiveram *erros* em seus diagnosticos e em suas intervençoes, mas quem é chamada para falar com a supervisora? Euzinha. Seria o famoso preconceito contra o imigrante agindo de maneira disfarçada ? ESPERO QUE NAO! Sempre gritei pelos 4 cantos que eu nunca havia sido vitima de preconceito. O fato é que a percepçao das pessoas na cidade de Québec é diferente daquela de Montréal e mesmo em Témiscaming. Na cidade grande e na cidade pequena eu nunca fui vista como *a imigrante*, mas aqui desde o começo do curso sou identificada como *la brésilienne*. Isso nao me incomodava, mas quando o supervisor de estagio direto começa a fazer pequenas observaçoes sobre a maneira como eu digo as coisas .. ah, amigo, isso acaba me desestabilizando....
por exemplo, numa entrevista com um avô e seu netinho, perguntei se o garotinho de 1 ano *jouait au coucou*, e minha supervisora disse que eu deveria ter usado a expressao *faire coucou* ... Tentei achar no meu Multidictonnaire de la langue française se ha uma clara diferença entre os 2 termos, nao achei. O que achei na net me diz que *jouer à coucou* é aceito (achei em sites franceses). Parece que em Québec dizem *jouer à faire coucou*. Essas pequenas observaçoes acabam minando a moral, nao é ?
coucou
coucou 2
O que achei no site do Centre National de Ressources Textuelles et Lexicales confirma minha posiçao, a gente pode muito bem dizer *jouer à coucou* ou *faire coucou* ....
(CNRTL = Créé en 2005 par le CNRS, le CNRTL fédère au sein d’un portail unique, un ensemble de ressources linguistiques informatisées et d’outils de traitement de la langue.
Le CNRTL intègre le recensement, la documentation (métadonnées), la normalisation, l’archivage, l’enrichissement et la diffusion des ressources.
La pérennité du service et des données est garantie par l’adossement à l’UMR ATILF (CNRS – Nancy Université), le soutien du CNRS ainsi que l’intégration dans le projet d’infrastructure européenne CLARIN)
2. Coucou! Cri dont se servent les enfants qui jouent à la cachette pour avertir celui qui est au but qu'ils sont cachés et que la recherche peut commencer. Crier coucou!, faire coucou, jouer à coucou! :
Outro *causo*, uma paciente estava com torcicolo de longa data e eu quesionei se ela tinha uma *position vicieuse* ... Outro questionamento da supervisora dizendo que havia escolhido um termo inadequado ...
E la vou eu validar se o termo existe ou nao, voilà, ele existe!! Posso ter usado num contexto errado, mas ele existe!
Do Dictionnaire médical de l'Académie de Médecine, version 2013 DMAM
position vicieuse l.f.
Segundo o speech dsa professoras, mesmo com tantas divergências entre os locais de estagio, todas sairemos com uma boa base e preparadas para o exame de certificaçao.
Ela quis saber o porquê de meu rendimento ter dado uma caida nas duas ultimas semanas, levantou meus pontos negativos, tentou validar um pouco minha *santé mentale* e no fim disse que eles estao la para me ajudar mas que irao mudar um pouco o foco, estarao mais exigentes e presentes.
Ah, esse estilo quebeca de ser **bate-assopra-bate** me irrita! Eu tive 12 (DOZE!!!) otimas semanas de estagio, com comentarios excelentes, com retroaçoes super positivas e com bons momentos. Dai, 2 semanas *ruins* (por N razoes) colocam tudo a perder. Falei para ela, é como se todos meus bons momentos tivessem simplesmente sido ignorados e eu estivesse no olho do furacao. Ela tentou negar, disse que os bons momentos estarao registrados no dossiê, etc. et tal. Nao sei, acho que aqui eles minimizam aquilo que a gente faz de bom e maximizam aquilo que a gente faz de *nao tao bom assim*.
Coloquei meu estagio à risco com essas 2 semanas ruins? Muito provavelmente. Estarei sendo vigiada de perto, revalidada e requestionada. Ja sei o que me espera, perdi a confiança que estava sendo criada desde janeiro. E eu trabalhei bem duro para isso!
Ontem encontrei minhas colegas de classe, e TODAS passaram por momentos mais dificeis, TODAS tiveram *erros* em seus diagnosticos e em suas intervençoes, mas quem é chamada para falar com a supervisora? Euzinha. Seria o famoso preconceito contra o imigrante agindo de maneira disfarçada ? ESPERO QUE NAO! Sempre gritei pelos 4 cantos que eu nunca havia sido vitima de preconceito. O fato é que a percepçao das pessoas na cidade de Québec é diferente daquela de Montréal e mesmo em Témiscaming. Na cidade grande e na cidade pequena eu nunca fui vista como *a imigrante*, mas aqui desde o começo do curso sou identificada como *la brésilienne*. Isso nao me incomodava, mas quando o supervisor de estagio direto começa a fazer pequenas observaçoes sobre a maneira como eu digo as coisas .. ah, amigo, isso acaba me desestabilizando....
por exemplo, numa entrevista com um avô e seu netinho, perguntei se o garotinho de 1 ano *jouait au coucou*, e minha supervisora disse que eu deveria ter usado a expressao *faire coucou* ... Tentei achar no meu Multidictonnaire de la langue française se ha uma clara diferença entre os 2 termos, nao achei. O que achei na net me diz que *jouer à coucou* é aceito (achei em sites franceses). Parece que em Québec dizem *jouer à faire coucou*. Essas pequenas observaçoes acabam minando a moral, nao é ?
coucou
coucou 2
O que achei no site do Centre National de Ressources Textuelles et Lexicales confirma minha posiçao, a gente pode muito bem dizer *jouer à coucou* ou *faire coucou* ....
(CNRTL = Créé en 2005 par le CNRS, le CNRTL fédère au sein d’un portail unique, un ensemble de ressources linguistiques informatisées et d’outils de traitement de la langue.
Le CNRTL intègre le recensement, la documentation (métadonnées), la normalisation, l’archivage, l’enrichissement et la diffusion des ressources.
La pérennité du service et des données est garantie par l’adossement à l’UMR ATILF (CNRS – Nancy Université), le soutien du CNRS ainsi que l’intégration dans le projet d’infrastructure européenne CLARIN)
Outro *causo*, uma paciente estava com torcicolo de longa data e eu quesionei se ela tinha uma *position vicieuse* ... Outro questionamento da supervisora dizendo que havia escolhido um termo inadequado ...
E la vou eu validar se o termo existe ou nao, voilà, ele existe!! Posso ter usado num contexto errado, mas ele existe!
Do Dictionnaire médical de l'Académie de Médecine, version 2013 DMAM
position vicieuse l.f.
Position anormale qu’a prise un membre ou plusieurs articulations, du fait d’une anomalie durable du squelette susjacent ou d’une affection neurologique de longue durée.
Ex. les rétractions définitives du membre supérieur ou du membre inférieur après poliomyélite ou après paralysie spastique
O que acontece é que no QC, o adjetivo *vicieux* é usado apenas no contexto de ter tendências perversas, ser libertino, depravado (o Multi confirma isso, ele nem abre a possibilidade de utilizaçao desta palavra num contexto médico). OBVIO que eu nao estava falando de libertinagem no caso do torcicolo, mas isso me deixou um pouco down, é como se depois de 7 anos aqui começam a questionar minha capacidade de comunicaçao!
Para informaçao, nos 2 casos citados acima, os pacientes foram capazes de identificar o que eu queria dizer!
Sinto muito, eu nao falo québécois, eu falo francês.
source http://www.petitpetitgamin.com/wp-content/uploads/2014/02/Traduction-Quebecois-Francais-640x541.jpg
Seriam essas pequenas manifestaçoes sinais de preconceito? Ouso esperar que nao. Eu gosto bastante da minha supervisora, gosto muito do meu ambiente de estagio e estou aprendendo como nunca.
Mas o fato de nao valorizarem aquilo que a gente faz de bom, de colocarem todo o peso nos maus momentos e de porem em xeque toda minha preparaçao, minha bagagem e competência clinica sao fatores de estresse desnecessarios. Eu estava tao feliz e tao bem ... Sera que eles gostam disso? Do sofrimento e da agonia ???
Que venham os proximos 3 meses, sera um desafio herculeo, sinto que colocaram a barreira bem alta. Ja me muni, ja tenho um bom plano de açao e ja elaborei algumas estratégias, inclusive com os médicos supervisores (tenho 10, lembram?).
Outro exemplo, um dos meus problemas era o toque vaginal em fim de gravidez. Oras bolas, ontem fiquei sabendo que eu sou a UNICA do grupo que faz esse procedimento, ja que pela lei as IPS so devem fazer o acompanhamento de gravidez até 32 semanas! Questionei a supervisora geral e ela me disse que isso é um erro, que todas as estagiarias deveriam fazer toques vaginais em fim de gravidez, e mesmo se nao faz parte da nossa competência profissional devemos aproveitar o estagio para praticar. Parece que ela ira transmitir a mensagem para que minhac colegas de grupo comecem a praticar esta técnica também ... enquanto isso, o que eu e a médica negociamos no meu local de estagio é que ela fara o TV primeiro, nao me dira nada e eu farei em seguida, validando sua observaçao. Foi resolvido como um verdadeiro processo de aprendizado, eu nao posso *advinhar* algo se nunca fiz, nao é? Aceitar as limitaçoes é fundamental, eu aceitei numa ba e achei a sugestao dela excelente.
Outro aspecto, eu faço as vacinaçoes de bebês, e somente uma outra colega talmbém o faz. É duro quando ha 2 pesos e 2 medidas, nao é ? Os locais de estagio oferecem exposiçoes diferentes e exigências diferentes. Ha colegas que estao fazendo 6, 7 pacientes nos dias de SRDV (sans rendez-vous) e eu faço 4, ja que tenho uma agenda especifica para mim (elas pegam os pacientes da lista geral). No meu dia de estagio na urgência, fiz 8, o que para mim foi um **wow!!!**, mas que nao impressionou em nada a médica que me acompanhava no dia ...
Da para ter um pouco mais de coesao e de coerência, SVP??
Segundo o speech dsa professoras, mesmo com tantas divergências entre os locais de estagio, todas sairemos com uma boa base e preparadas para o exame de certificaçao.
Segunda-feira terei a retroaçao *oficial* dessa avaliaçao catastrofica. Que venha o desafio, vou pra luta.
E, se nao der e acabar reprovando ... bem, dai é encarar uma vida temporaria como clinicienne e voltar para Québec para finalizar 3 meses de estagio em 2015 (sim, o estagio é aberto so 1 vez por ano, na sessao de inverno ... legal, né?) **NOT!!**)
E, se nao der e acabar reprovando ... bem, dai é encarar uma vida temporaria como clinicienne e voltar para Québec para finalizar 3 meses de estagio em 2015 (sim, o estagio é aberto so 1 vez por ano, na sessao de inverno ... legal, né?) **NOT!!**)
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